AP 470 – Mensalão

Durante esta semana, o STF realizou quatro sessões da Ação Penal 470.

Na segunda-feira, 22 de outubro, o Supremo analisou a denúncia da Procuradoria Geral da República, e concluiu pela condenação de 25, absolvição de 9, enquanto que 3 réus estão em situação de empate, o que será definido posteriormente.

Na terça-feira, 23 de outubro, a Suprema Corte, passou a analisar as penas dos acusados. Marcos Valério foi punido com mais de 11 anos em apenas 3 das 9 acusações, cumulada com uma multa de mais de novecentos e setenta mil reais, que ainda será corrigido.

Na quarta-feira, 24 de outubro, o Supremo retoma os trabalhos, continuando a dosimetria da pena de Marcos Valério. A pena ultrapassa 40 anos de prisão, e multa ultrapassa os dois milhões e meio de reais.

O Ministro Joaquim Barbosa comenta “eu não barateio crime de corrupção”, enquanto que Lewandowski reclama: “vamos chegar a uma pena extratosférica”.

Na última sessão da semana, quinta-feira 25 de outubro, a Corte iniciou o cálculo da pena do ex-sócio de Marcos Valério, Ramon Hollerbach, a pena já ultrapassa os 14 anos, e a multa supera um milhão e seiscentos mil reais. Hollerbach foi condenado por cinco crimes – corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha.

O STF retomará o julgamento do mensalão à partir de  novembro de 2012.

Fonte: g1.globo.com

 

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Julgamento do Mensalão II

Está marcado para hoje 17.10.2012 às 14h, em sessão plenária extraordinária o prosseguimento do julgamento da Ação Penal 470.

Nesta fase, os ministros analisarão o item 2 da denuncia da Procuradoria Geral da República, que trata de formação de quadrilha.

Dentre os réus estão o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu e ex-dirigentes do PT.

A tv justiça transmitirá ao vivo, podendo ser acompanhada pelas tvs fechadas, ou diretamente através do site www.tvjustica.jus.br , clicando ao final da página no link “assista ao vivo”.

 

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Julgamento do mensalão

Hoje, 15 de outubro de 2012, o Supremo Tribunal Federal, julgou outra parte do mensalão, acompanhe os votos dos ministros, a seguir:

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiram, na sessão plenária desta segunda-feira (15), a análise do item VIII da denúncia, na Ação Penal (AP) 470, no qual a Procuradoria Geral da República imputa os crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas aos réus Duda Mendonça e sua sócia Zilmar Fernandes, e de evasão de divisas aos réus Marcos Valério, Cristiano Paz, Ramon Hollerbach, Simone Vasconcelos, Geiza Dias, Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinícius Samarane.
Veja como votou cada ministro, nesse item:
Ministro Joaquim Barbosa, relator: votou pela condenação dos réus Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Simone Vasconcelos, Kátia Rabello e José Roberto Salgado pelo crime de evasão de divisas; e de Duda Mendonça e Zilmar Fernandes por lavagem de dinheiro (com relação a 53 repasses feitos para a conta de titularidade de Duda num paraíso fiscal).
Votou pela absolvição de Duda Mendonça, Zilmar Fernandes, Cristiano Paz, Geiza Dias e Vinícius Samarane por evasão de divisas; e de Duda e Zilmar por lavagem de dinheiro (quanto a cinco depósitos feitos na agência do Banco Rural em São Paulo).
Ministro Ricardo Lewandowski, revisor: votou pela condenação dos réus Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Simone Vasconcelos, Kátia Rabello e José Roberto Salgado pelo crime de evasão de divisas; pela absolvição de Duda Mendonça e Zilmar Fernandes das imputações de evasão de divisas e lavagem de dinheiro; e de Cristiano Paz, Geiza Dias e Vinícius Samarane por evasão de divisas.
Ministra Rosa Weber: votou pela condenação de Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Simone Vasconcelos por evasão de divisas; pela absolvição de Duda Mendonça e Zilmar Fernandes pelos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro; e de Geiza Dias, Kátia Rabello, Vinícius Samarane, José Roberto Salgado e Cristiano Paz por evasão de divisas.
Ministro Luiz Fux: acompanhou o ministro-relator.
Ministro Dias Toffoli: acompanhou o ministro-revisor.
Ministra Cármen Lúcia: acompanhou o ministro-revisor.
Ministro Gilmar Mendes: acompanhou o ministro-relator.
Ministro Marco Aurélio: votou pela condenação de Duda Mendonça, Zilmar Fernandes, Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Simone Vasconcelos, Geiza Dias, Kátia Rabello e José Roberto Salgado por evasão de divisas; pela absolvição de Duda Mendonça e Zilmar Fernandes por lavagem de dinheiro, e de Cristiano Paz e Vinícius Samarane por evasão de divisas.
Ministro Celso de Mello: acompanhou o ministro-revisor.
Ministro Ayres Britto: acompanhou o ministro-revisor.

Fonte:

http://m.stf.jus.br/portal/noticia/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=221131

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Recuperação Empresarial

Diariamente recebemos notícias de quebra ou fechamento de empresas das mais diversas áreas.

Desde a edição da nova lei de falências, que o legislador, muito acertadamente, visando assegurar também à empresa a responsabilidade social, trouxe a possibilidade da reestruturação judicial e extrajudicial.

Sempre que o empresário sentir que o negócio “não anda bem”, é uma ótima oportunidade para fazer um balanço, apontando os erros e acertos.

Então, não há tempo a perder. É necessário passar o “pente fino”, tirar um “raio x” da empresa, verificar todas as contas, os recebíveis, contas a pagar, o imobilizado, ações judiciais, em que é autor, as em que figura como réu.

Muitas vezes apenas isto não basta, é necessário demitir parte do pessoal, buscar investimento a baixo custo, de preferência capital próprio dos sócios.

Mas nada disto resolve a questão em definitivo, se não houver uma melhora na gestão da empresa. Uma melhora em sentido amplo.

Primeiro é necessário profissionalizar a empresa, ter um controle financeiro e econômico atuante e eficaz, deixar de lado o amadorismo, buscando a excelência no trabalho.

Cortar custos, adequando a capacidade de produção e estrutura às vendas, comprando com preço melhor;
Aumentar o faturamento com rentabilidade, aumentar vendas, com aumento de lucratividade;
Provisionar gastos com possíveis ações que vier a sofrer;
Administrar o risco trabalhista;
Fazer o planejamento tributário;

Para se alcançar isto é necessário uma assessoria jurídica, juntamente com o trabalho de um bom profissional na área da contabilidade, chegando no ponto de equilíbrio necessário para se ter uma empresa estruturada, funcionando leve, sem incêndios diários para serem controlados.

Com a tomada destas atitudes, a empresa passa a progredir, saindo de um verdadeiros caos, até chegar ao equilíbrio, funcionando sem sustos, como deve ser.

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Dano moral coletivo avança e inova na jurisprudência do STJ

A possibilidade de indenização por dano moral está prevista na Constituição Federal, em seu artigo 5º, inciso V. O texto não restringe a violação à esfera individual, e mudanças históricas e legislativas têm levado a doutrina e a jurisprudência a entender que, quando são atingidos valores e interesses fundamentais de um grupo, não há como negar a essa coletividade a defesa do seu patrimônio imaterial.

O dano moral coletivo é a lesão na esfera moral de uma comunidade, isto é, a violação de valores coletivos, atingidos injustificadamente do ponto de vista jurídico. Essas ações podem tratar de dano ambiental (lesão ao equilíbrio ecológico, à qualidade de vida e à saúde da coletividade), desrespeito aos direitos do consumidor (por exemplo, por publicidade abusiva), danos ao patrimônio histórico e artístico, violação à honra de determinada comunidade (negra, judaica, japonesa, indígena etc.) e até fraude a licitações.

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi vê no Código de Defesa do Consumidor um divisor de águas no enfrentamento do tema. No julgamento do Recurso Especial (REsp) 636.021, em 2008, a ministra afirmou que o artigo 81 do CDC rompeu com a tradição jurídica clássica, de que só indivíduos seriam titulares de um interesse juridicamente tutelado ou de uma vontade protegida pelo ordenamento.

Com o CDC, “criam-se direitos cujo sujeito é uma coletividade difusa, indeterminada, que não goza de personalidade jurídica e cuja pretensão só pode ser satisfeita quando deduzida em juízo por representantes adequados”, explicou Andrighi, em seu voto.

Na mesma linha, a ministra citou o Estatuto da Criança e do Adolescente, que no artigo 208 permite que o Ministério Público ajuíze ações de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados à criança e ao adolescente. A ministra classifica como inquestionável a existência, no sistema legal brasileiro, dos interesses difusos e coletivos.

Uma das consequências dessa evolução legislativa seria o reconhecimento de que a lesão a um bem difuso ou coletivo corresponde a um dano não patrimonial. Dano que, para a ministra, deve encontrar uma compensação.

“Nosso ordenamento jurídico não exclui a possibilidade de que um grupo de pessoas venha a ter um interesse difuso ou coletivo de natureza não patrimonial lesado, nascendo aí a pretensão de ver tal dano reparado. Nosso sistema jurídico admite, em poucas palavras, a existência de danos extrapatrimoniais coletivos, ou, na denominação mais corriqueira, de danos morais coletivos”, concluiu Andrighi.

Vinculação individual

A posição da ministra Andrighi encontra eco nos Tribunais, mas a ocorrência do dano moral coletivo é, ainda hoje, polêmica no STJ. Caso a caso, os ministros analisam a existência desse tipo de violação, independentemente de os atos causarem efetiva perturbação física ou mental em membros da coletividade. Ou seja, é possível a existência do dano moral coletivo mesmo que nenhum indivíduo sofra, de imediato, prejuízo com o ato apontado como causador?

Em 2009, a Primeira Turma negou um recurso em que se discutia a ocorrência de dano moral coletivo, porque entendeu “necessária sua vinculação com a noção de dor, sofrimento psíquico e de caráter individual, incompatível, assim, com a noção de transindividualidade – indeterminabilidade do sujeito passivo, indivisibilidade da ofensa e de reparação da lesão” (REsp 971.844).

Naquele caso, o Ministério Público Federal pedia a condenação da empresa Brasil Telecom por ter deixado de manter postos de atendimento pessoal aos usuários em todos os municípios do Rio Grande do Sul, o que teria violado o direito dos consumidores à prestação de serviços telefônicos com padrões de qualidade e regularidade adequados à sua natureza.

O relator, ministro Teori Zavascki, destacou que o acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região considerou que eventual dano moral, nesses casos, se limitaria a atingir pessoas individuais e determinadas. Entendimento que estava de acordo com outros precedentes da Turma.

Em 2006, Zavascki também havia relatado outro recurso que debateu a ocorrência de dano moral coletivo. O caso se referia a dano ambiental cometido pelo município de Uberlândia (MG) e por uma empresa imobiliária, durante a implantação de um loteamento.

A Turma reafirmou seu entendimento de que a vítima do dano moral deve ser, necessariamente, uma pessoa. “Não existe ’dano moral ao meio ambiente’. Muito menos ofensa moral aos mares, rios, à Mata Atlântica ou mesmo agressão moral a uma coletividade ou a um grupo de pessoas não identificadas. A ofensa moral sempre se dirige à pessoa enquanto portadora de individualidade própria; de um vultus singular e único” (REsp 598.281).

Dano não presumível

Em outro julgamento ocorrido na Primeira Turma, em 2008, o relator do recurso, ministro Luiz Fux, fez ponderações a respeito da existência de dano moral coletivo. Naquele caso, o Ministério Público pedia a condenação de empresa que havia fraudado uma licitação a pagar dano moral coletivo ao município de Uruguaiana (RS) (REsp 821.891).

Em primeira instância, a juíza havia entendido que “por não se tratar de situação típica da existência de dano moral puro, não há como simplesmente presumi-la. Seria necessária prova no sentido de que a municipalidade, de alguma forma, tenha perdido a consideração e a respeitabilidade” e que a sociedade efetivamente tenha sido lesada e abalada moralmente.

Na apelação, o dano coletivo também foi repelido. “A fraude à licitação não gerou abalo moral à coletividade. Aliás, o nexo causal, como pressuposto basilar do dano moral, não exsurge a fim de determiná-lo, levando ao entendimento de que a simples presunção não pode sustentar a condenação pretendida”. Ao negar o recurso, o ministro Fux afirmou que é preciso haver a comprovação de efetivo prejuízo para superar o caráter individual do dano moral.

Prova prescindível

Em dezembro de 2009, ao julgar na Segunda Turma um recurso por ela relatado, a ministra Eliana Calmon reconheceu que a reparação de dano moral coletivo é tema bastante novo no STJ. Naquele caso, uma concessionária do serviço de transporte público pretendia condicionar a utilização do benefício do acesso gratuito de idosos no transporte coletivo (passe livre) ao prévio cadastramento, apesar de o Estatuto do Idoso exigir apenas a apresentação de documento de identidade (REsp 1.057.274).

A ação civil pública, entre outros pedidos, pleiteava a indenização do dano moral coletivo. A ministra reconheceu os precedentes que afastavam a possibilidade de se configurar tal dano à coletividade, porém, asseverou que a posição não poderia mais ser aceita. “As relações jurídicas caminham para uma massificação, e a lesão aos interesses de massa não pode ficar sem reparação, sob pena de criar-se litigiosidade contida que levará ao fracasso do direito como forma de prevenir e reparar os conflitos sociais”, ponderou.

A Segunda Turma concluiu que o dano moral coletivo pode ser examinado e mensurado. Para Calmon, o dano extrapatrimonial coletivo prescindiria da prova da dor, sentimento ou abalo psicológico sofridos pelos indivíduos. “É evidente que uma coletividade de índios pode sofrer ofensa à honra, à sua dignidade, à sua boa reputação, à sua história, costumes e tradições”, disse a ministra.

A dor, a repulsa, a indignação não são sentidas pela coletividade da mesma forma como pelos indivíduos, explicou a relatora: “Estas decorrem do sentimento coletivo de participar de determinado grupo ou coletividade, relacionando a própria individualidade à ideia do coletivo.” A ministra citou vários doutrinadores que já se pronunciaram pela pertinência e necessidade de reparação do dano moral coletivo.

Dano ambiental

Em dezembro de 2010, a Segunda Turma voltou a enfrentar o tema, desta vez em um recurso relativo a dano ambiental. Os ministros reafirmaram o entendimento de que a necessidade de reparação integral da lesão causada ao meio ambiente permite a cumulação de obrigações de fazer e indenizar (REsp 1.180.078).

No caso, a ação civil pública buscava a responsabilização pelo desmatamento de área de mata nativa. O degradador foi condenado a reparar o estrago, mas até a questão chegar ao STJ, a necessidade de indenização por dano moral coletivo não havia sido reconhecida.

O relator, ministro Herman Benjamin, destacou que a reparação ambiental deve ser feita da forma mais completa. “A condenação a recuperar a área lesionada não exclui o dever de indenizar”, disse Benjamin, sobretudo pelo dano interino (o que permanece entre o fato e a reparação), o dano residual e o dano moral coletivo.

“A indenização, além de sua função subsidiária (quando a reparação in natura não for total ou parcialmente possível), cabe de forma cumulativa, como compensação pecuniária pelos danos reflexos e pela perda da qualidade ambiental até a sua efetiva restauração”, explicou o ministro Benjamin. No mesmo sentido julgou a Turma no REsp 1.178.294, da relatoria do ministro Mauro Campbell.

Atendimento bancário

Nas Turmas de direito privado do STJ, a ocorrência de dano moral coletivo tem sido reconhecida em diversas situações. Em fevereiro passado, a Terceira Turma confirmou a condenação de um banco em danos morais coletivos por manter caixa de atendimento preferencial somente no segundo andar de uma agência, acessível apenas por escadaria de 23 degraus. Os ministros consideraram desarrazoado submeter a tal desgaste quem já possui dificuldade de locomoção (REsp 1.221.756).

O relator, ministro Massami Uyeda, destacou que, embora o Código de Defesa do Consumidor (CDC) admita a indenização por danos morais coletivos e difusos, não é qualquer atentado aos interesses dos consumidores que pode acarretar esse tipo de dano, resultando na responsabilidade civil.

“É preciso que o fato transgressor seja de razoável significância e transborde os limites da tolerabilidade. Ele deve ser grave o suficiente para produzir verdadeiros sofrimentos, intranquilidade social e alterações relevantes na ordem extrapatrimonial coletiva”, esclareceu o relator.

Para o ministro Uyeda, este era o caso dos autos. Ele afirmou não ser razoável submeter aqueles que já possuem dificuldades de locomoção (idosos, deficientes físicos, gestantes) à situação desgastante de subir 23 degraus de escada para acessar um caixa preferencial. O ministro destacou que a agência tinha condições de propiciar melhor forma de atendimento. A indenização ficou em R$ 50 mil.

Medicamento ineficaz

Em outro julgamento emblemático sobre o tema no STJ, a Terceira Turma confirmou condenação do laboratório Schering do Brasil ao pagamento de danos morais coletivos no valor de R$ 1 milhão, em decorrência da colocação no mercado do anticoncepcional Microvlar sem o princípio ativo, o que ocasionou a gravidez de diversas consumidoras (REsp 866.636).

O caso das “pílulas de farinha” – como ficou conhecido o fato – aconteceu em 1998 e foi resultante da fabricação de pílulas para o teste de uma máquina embaladora do laboratório, mas o medicamento acabou chegando ao mercado para consumo.

Na origem, a ação civil pública foi ajuizada pela Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon) e pelo Estado de São Paulo. Os fatos foram relacionados diretamente à necessidade de respeito à segurança do consumidor, ao direito de informação que estes possuem e à compensação pelos danos morais sofridos.

Os danos morais causados à coletividade foram reconhecidos logo na primeira instância, e confirmados na apelação. O juiz chegou a afirmar que “o dano moral é dedutível das próprias circunstâncias em que ocorreram os fatos”. O laboratório pediu, no recurso especial, produção de prova pericial, para que fosse averiguada a efetiva ocorrência de dano moral à coletividade.

A ministra Andrighi considerou incongruente o pedido de perícia, na medida em que a prova somente poderia ser produzida a partir de um estudo sobre consumidoras individualizadas. Para a ministra, a contestação seria uma “irresignação de mérito, qual seja, uma eventual impossibilidade de reconhecimento de danos morais a serem compensados diretamente para a sociedade e não para indivíduos determinados”.

Fonte: http://www.stj.jus.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=106083
acessado em 19.06.2012

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Ayres Britto: “O Supremo não precisa de pressão para cumprir o seu dever”

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ayres Britto, afirmou hoje (12), em Brasília, que o STF não marcou a data para julgar a Ação Penal 470, conhecido como processo do mensalão, em decorrência da opinião pública. “O Supremo não precisa de nenhuma pressão, seja de gabinete, seja das ruas, para cumprir o seu dever constitucional que lhe é entregue”, afirmou o ministro.

Para Ayres Britto, “a opinião pública não está pautando a predisposição do STF para julgar esse caso. É a Constituição Federal que exige efetividade da jurisdição, que exige celeridade. O STF já aceitou a denúncia, e a instrução processual está ultimada. Agora só cabe julgar”.

O presidente do Supremo também voltou a afirmar que o julgamento da AP 470, pelo Supremo, mesmo que em uma ambiência política, será rigorosamente objetivo, imparcial, sereno, e portanto técnico.

Segundo semestre

Ao conversar com a imprensa após participar do seminário “Liberdade de Expressão – Imprensa e Independência do Judiciário, promovido pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e as Organizações Globo nesta terça-feira (12), em Brasília, o presidente do STF reafirmou sua posição de que o ideal seria que o processo fosse julgado no primeiro semestre deste ano. Como isso não foi possível, o julgamento terá de ocorrer no segundo semestre, concomitantemente ao período eleitoral, ou apenas durante um pequeno período do processo eleitoral, disse.

http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=209656&caixaBusca=N

Fonte STF, acessado em 14.06.2012

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STF define cronograma de julgamento do mensalão

Em Sessão Administrativa realizada nesta quarta-feira (6), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) marcaram para o dia 1º de agosto o início do julgamento da Ação Penal (AP) 470, que trata do chamado mensalão. Pelo cronograma aprovado, serão nove sessões, até o dia 14 de agosto, para sustentações orais – do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e dos advogados dos 38 réus. A fase de votação deve começar no dia 15.

A decisão foi unânime, a partir de proposta apresentada pelo ministro Celso de Mello – decano do Tribunal.

As sessões terão cinco horas de duração, com início às 14h. No primeiro dia, o ministro Joaquim Barbosa, relator, fará a leitura de uma síntese do relatório. A seguir, será a vez do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que terá até cinco horas para sua manifestação.

No dia 2 de agosto (quinta-feira), começam as sustentações orais dos 38 réus. Cada advogado terá até uma hora para apresentar a defesa no Plenário do STF. Na sexta-feira, dia 3, não haverá sessão. A partir de segunda-feira (6 de agosto), as sessões serão diárias – de segunda a sexta-feira –, com cinco sustentações orais por dia.

Nessa fase concentrada de sessões diárias, as sessões das duas Turmas do STF serão realizadas nas manhãs de terça-feira. As sessões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), das quais participam três ministros do STF, serão iniciadas às 20h, e não às 19h, como de costume, segundo informou a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha.

No dia 15 de agosto, deve começar a fase em que serão proferidos os votos dos ministros. Nessa etapa, as sessões serão realizadas três vezes por semana (às segundas, quartas e quintas), a partir das 14h. Segundo o ministro Joaquim Barbosa, não há previsão de quantas sessões serão necessárias para concluir o julgamento.

O relator será o primeiro a votar, no dia 15. Depois dele, vota o revisor da AP 470, ministro Ricardo Lewandowski, e, em seguida, a votação segue por ordem inversa de antiguidade, da ministra Rosa Weber, a mais nova na Corte, até o ministro decano, Celso de Mello, sendo o presidente da Corte, ministro Ayres Britto, o último a votar.

A validade do cronograma aprovado foi condicionada à liberação do processo pelo revisor, ministro Lewandowski. Logo após a sessão administrativa, o ministro confirmou, por meio de sua assessoria, que concluirá seu voto até o final deste mês.

Não participaram da sessão, por motivo de viagem, os ministros Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

Fonte: http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=209348

Acessado em 06.06.2012

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Parceira em Comércio Internacional

Acompanhe notícias no menu Comércio Internacional

Marcio Viana, consultor em comércio internacional, com mais de 20 anos de experiência.

Contatos em diversas partes do mundo, como por exemplo, China, Japão, Emirados Árabes, Itália, Inglaterra, Alemanhã, África do Sul, Estados Unidos, Argentina, Chile e Uruguai.

Contato: Mácio Viana; e-mail: marcioviana@sercomtel.com.br.

Confira o link Comércio Internacional

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Arquivos na nuvem

Atualmente com tantos equipamentos eletronicos com fácil e rápido acesso à internet, fica cada hora mais complicado atualizar aqueles arquivos que utilizamos em mais de um computador.
Por exemplo, um estudante, que está a escrever o TCC, um escritor, um médico, dentista, advogado, enfim, qualquer profissional que estiver desenvolvendo um estudo, certamente acessa diversas vezes e de computadores diferentes o texto em desenvolvimento.

Como manter estas versões todas atualizadas?
A resposta está na “nuvem”, ou para applenianos “clound”.
Mas o que é isto? Para que serve? Custa caro?
Vamos por partes, começando pelo mais simples. Não é caro; não custa nada para usuários “domésticos”, que utilizam pouco espaço.
Mas então o que é isto?
É um  sevidor de dados, um sistema em que faz um cadastro e ganha (usuários domésticos) um espaço na nuvem para guardar seus arquivos.
Após o cadastro feito de forma simples (e-mail e senha), o site mostra o arquivo que deve ser baixado, e instalado no computador, feito isto, seu computador já está on-line com o DROPBOX, sempre que estiver conectado.
Existe também o aplicativo para android (gratuito no android market/google play), e existe o aplicativo para apple.
Para criar sua conta no dropbox, acesse o link: http://db.tt/h44FjJkG


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Identidade Virtual

Com o advento da tecnologia resultando no desenvolvimento de equipamentos cada vez mais modernos, rápidos e intuitivos, promovendo a comunicação com altas velocidades para a troca de informações ou dados, através de ferramentas como salas de bate-papo, sites de relacionamentos, mensagens instantâneas, acabamos por fazer uso de tais serviços virtuais e conseqüentemente ficamos expostos a diversos riscos próprios do mundo virtual.

Para podermos aproveitar estas facilidades, temos que ter acesso a rede, e criar um LOGIN e SENHA, isto individualiza o cidadão enquanto transita no mundo virtual.

Como no mundo real, no virtual estamos sujeitos aos acontecimentos da vida, como por exemplo, perder uma chave, seria o correspondente a perder uma senha, e ter o cartão de crédito roubado seria o mesmo que alguém roubar o login e senha tendo acesso irrestrito ao mundo virtual da vítima, e não acaba aí, infelizmente a maldade parece ser ilimitada.

O melhor a fazer é trocar regularmente de senha. Criar sempre senhas difíceis e complicadas, alternando caracteres maiúsculos e minúsculo, usar um bom anti-vírus, anti spy, preservando a sua identidade virtual.

Sobre segurança na net o Prof. Mateus, do Instituto Federal Catarinense – IFC, pode nos dar mais dicas para melhorar a segurança enquanto aproveitamos a praticidade da rede mundial, através do site www.clubenerd.com.br .

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